Inúmeros estudos realizados nas últimas décadas têm demonstrado o importante papel da alimentação, causando ou prevenindo  doenças.

 A população brasileira tem, ultimamente, mudado seus hábitos alimentares... e mudado para pior! O consumo de doces, refrigerantes, massas, bolachas tem aumentado bastante. Entretanto, o consumo de arroz, feijão, frutas e verduras vem diminuindo muito. Portanto, a qualidade da alimentação do brasileiro está se tornando inadequada.

 Mediante dieta adequada em quantidade e qualidade, o organismo adquire a energia e os nutrientes necessários para o bom desempenho de suas funções e para a manutenção de um bom estado de saúde. De longa data conhecem-se os prejuízos decorrentes, quer do consumo alimentar quantitativamente insuficiente, quer do excessivo.

 Os alimentos que causam ao organismo efeitos nocivos são vários, porém, em relação às DCNT destacam-se principalmente, os alimentos e/ou preparações que contém gordura de origem animal e sal - quando consumidos em grande quantidade e diariamente.

 São considerados protetores os alimentos que contém ácidos graxos insaturados: poliinsaturados - ômega-3, ômega-6, entre outros - e monoinsaturados - ômega 9. Os alimentos fontes destas substâncias são os óleos vegetais – soja, milho, algodão, oliva, entre outros – e os peixes – sardinha, salmão, cavala, atum, entre outros.

 O consumo de alimentos vegetais – cereais, leguminosas, frutas em geral, verduras e legumes podem reduzir os riscos para várias doenças. Isto tem sido atribuído, em parte, à presença das fibras alimentares, de algumas vitaminas e das substâncias antioxidantes presentes nestes alimentos.

 Os bons hábitos alimentares devem começar na infância. Muitas pessoas só começam a comer frutas, outros vegetais e a diminuir o consumo de alimentos ricos em gorduras, sal e açúcar depois do surgimento de alguma doença

Componentes

Alimentos

Risco

GORDURAS SATURADAS

E COLESTEROL

Carnes gordas, embutidos,

Queijos amarelos,

frutos do mar,

miúdos, gema de ovo

Câncer de mama, cólon,

próstata, aterosclerose,

derrame, infarto

SAL (SÓDIO)

Preparo dos alimentos, enlatados, embutidos,

temperos prontos

Câncer de estômago,

pressão alta,

Doenças do coração

NITROSAMINAS/

NITRITOS E NITRATOS

ALCATRÃO/ SULFITO

Defumados, churrascos,

sucos de fruta em garrafas

Câncer do trato digestório

(estômago, cólon)

AFLATOXINAS

(fungo)

Alimentos mofados

(amendoim e outros grãos)

Câncer de fígado

ÁLCOOL

Pinga, cerveja,

uísque, vodka

Câncer de fígado, boca, esôfago,

laringe, pressão alta, derrame

  Tomar cuidado, muito cuidado

 

 

 O Sal ou cloreto de sódio é o tempero mais usado no preparo de alimentos. Os brasileiros comem, mais ou menos, 10 g/dia! A maioria das pessoas acha que o sal deixa a comida mais gostosa, mas se esquece de que o gosto pelo sal não nasce com a pessoa. Comendo com sal desde criança é que as pessoas adquirem esse gosto. Outro fato curioso é que as pessoas dizem que precisam de sal senão "sentem-se fracas". A verdade é que nosso corpo precisa de muito pouco sal, menos do que 6 g/dia, quantidade que geralmente existe nos próprios alimentos, sem contar que os industrializados contem muito sal para sua conservação.

  Por outro lado, dependendo do caso, não há necessidade de eliminar totalmente o sal. O ideal é diminuir a quantidade colocada nos alimentos e evitar comer os alimentos embutidos, queijos amarelos, temperos prontos...

  

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